Eltiempo.com: Uma expert uruguaia destacou o sucesso da cidade fazendo sugestões naquilo que falta
24.10.2011
A hora do rush e placa, as multas por meio de câmeras e a organização do transporte com sistemas massivos, são para Rosa Gallego, Secretária do Latin NCAP (Programa de Avaliação de Carros Novos na América Latina) e Coordenadora da Fundação Gonzalo Rodríguez do Uruguai, um passo em favor da segurança viária em Bogotá.
Gallego, que falou com este jornal, foi convidada ao país no contexto do V Seminário Internacional de Segurança Viária desenvolvido pela Liga Contra a Violência Viária e a Secretaria de Mobilidade do Distrito.
Como se encontra a América Latina em segurança viária?
A política é díspar. Há que distinguir entre os que contam com agências nacionais de segurança viária e aqueles que ainda tratam o assunto de diferentes ministérios. Para que a política viária funcione com ações que mudem a sinistralidade deve existir um organismo referente.
Que cidades são exemplos?
Mais do que cidades, países como a Argentina e o Chile, que contam com agências líderes em segurança viária. A Colômbia está encaminhando sua política mediante o Ministério de Transporte.
Qual é a situação de Bogotá?
Acho que Bogotá vai por bom caminho quanto à segurança viária, com estratégias como as 'fotomultas', pois a vigilância técnica é mais eficaz e age como dissuasiva. A ampliação de TransMilenio e a finalização de várias obras não só vão reduzir a congestão, mas também vão garantir regiões mais seguras para os atores nas vias. A hora do rush e placa também é uma medida útil, que pouco se vê em outras cidades.
Em que faz falta trabalhar?
Tenho uma visão como visitante, contudo me chamaram a atenção detalhes como que não é possível usar o cinto de segurança, como passageiros, nos táxis ou a condução caótica. As pessoas atravessam por toda parte e muda-se de pista de forma brusca.
Para as pessoas cumprirem têm que entender o porquê: se eu digo que têm que usar um capacete homologado devem saber que isso reduz, em um alto percentual, o fato de sofrer um traumatismo de crâneo.
São seguros os carros que se compram?
Não, porque nem em Bogotá nem na América Latina há normativas que estabeleçam quais devem ser as condições básicas de segurança. Aqui há níveis de segurança básicos; por exemplo, não são obrigatórios os 'airbags', quando na Europa são uma exigência.
Casos em outros países
O Chile e a Argentina tornaram-se países exemplos no tocante à segurança viária, já que contam com organismos de alto nível que controlam o assunto. No Chile, por exemplo, tira-se a carteira pela vida toda se o motorista, bêbado, acaba com a vida de outra pessoa, e a Argentina está prestes a implementar a carteira de pontos, que se perde pela acumulação de infrações.
LINA SÁNCHEZ ALVARADO
REDATORA DE EL TIEMPO
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